por Ângela Cristina

Certo é que muito já foi dito a respeito da oração. É um assunto e tema amado que infla os nossos corações e nos faz desejar maior comunhão com o SENHOR das nossas almas.

É fato também que muitas de nós, por mais que desejemos sinceramente a oração e os consequentes frutos e benefícios provindos dela, vemo-nos rotineiramente às voltas com muitos afazeres, mesmo o bom e velho serviço na obra de Cristo, e dominadas por nosso ativismo cristão, negligenciamos esse tão sagrado momento de busca de maior intimidade e o sustento nosso diário aos pés do Salvador.

Há formas e métodos (1) conhecidos (ou talvez não tão conhecidos) no meio cristão que nos auxiliam a ter os olhos fitos na cruz e os joelhos dobrados diante do trono da Graça.

Concomitantemente, existem também perigos inerentes a esses mesmos métodos e é mister cuidados essenciais no uso saudável e bíblico dessas ferramentas, que visam uma vida de momentos com o SENHOR. Há que se zelar principalmente para que o método, seja qual for ele, seja um meio apenas e não um fim em si mesmo.

De qualquer forma, vigiando tais perigos e tendo o foco certo na comunhão íntima espiritual, os métodos se tornam graças a serem utilizadas, instrumentos belamente usados para nos dar vislumbres do porvir, lampejos do lar eterno, nos ajudando a nos deslumbrar em conversa com o Pai das luzes, e a vida se torna assim uma jornada vigorosa e empolgante, uma peregrinação a jorrar abundância de gozo, paz, fé e amor.


(1) Um método conhecido e muito empregado por mim desde o início da minha caminhada de conversa diária e intencional com o SENHOR foi o famoso A-C-A-S, acróstico para Adoração, Confissão, Agradecimento e Súplica. O método ACAS é amplamente utilizado e pessoalmente reconhecido como eficaz para uma vida de oração plena e de alegria abundante em Cristo. Em cada um desses aspectos do método, há um mundo a ser desenvolvido e cuidadosamente descrito.

Ângela Cristina é bibliotecária e trabalha em uma escola internacional em Basília, Brasil.