por Melva Blanchard

Entrar em uma dieta. Ser mais humilde. Trocar de emprego. Comprar um novo carro. Todos já estivemos aí, tentando definir metas que muitas vezes nem lembramos quando chega dezembro. Por que mesmo tem essa de ‘resolução de ano novo’? E por que nunca (ou quase nunca) cumpro o que defino?

Somos criaturas que são atraídas pelo que é novo, atraídas para achar esperança. Queremos ver progresso, ser pessoas melhores, achar alegria e contentamento, e um novo começo (aka janeiro) é um ótimo momento para isso. Tirando as histórias cômicas que me farão rir depois, quantas coisas eu faria diferente do ano que passou?

Somos criaturas que desejam ser como nosso Criador. Alguns dos nossos desejos vem do fato de sermos imagem e semelhança dEle e não podemos evitar, mas buscar boas coisas como a novidade se vida, o renovo da nossa mente, a boa administração daquilo que temos, saúde, alegria, paz – essas palavrinhas que vemos por tudo quanto é lugar durante o final do ano.

Porém talvez venho a falhar ao buscar essas metas que traço. Primeiro porque a motivação para algumas delas talvez seja meu orgulho – eu quero “aquilo” para poder ser “isso”. Segundo, eu coloco minha confiança em mim mesma e tenho altas expectativas sobre o que posso fazer. E terceiro, bem, porque eu genuinamente me esqueço delas (só eu, gente?). Eu falho em aproveitar a vida como ela é e isso geralmente vem com uma falta de gratidão.

A boa notícia é que existe esperança para essa lista de metas. Se eu realmente entender que não sou eu quem conquista essas coisas mas Aquele quem cuida de mim, eu vou parar de lutar sozinha para ter sucesso e começar a orar de verdade, deixando que Ele me guie. E quando eu aceito ajuda, eu acho contentamento. Eu encontro alegria e esperança. Essas são as lentes que devo usar para definir minhas metas. Agora vamos começar a trabalhar nelas? Minha mente de administradora quer ser prática e achar um jeito de fazer essa tarefa de uma maneira mais simples. Aqui vão algumas dicas que podem ser de bom proveito…

  • Primeiro, escreva suas metas e coloque-as em algum lugar visível onde não tem como não encará-las pelo menos uma vez por mês. Essa é uma dica muito simples, mas ajuda a evitar a desculpa do esquecimento.

  • Segundo, considere fazer suas metas SMART – (do inglês) eSpecíficas, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e Temporais (estabeleça tempo para a meta). Talvez você já tenha ouvido falar sobre esse método, talvez não, mas é uma maneira de estabelecer metas mais realistas.

  • Terceiro, se você realmente quiser escrever algo que não cabe nesse modelo, deve considerar como um valor para si mesmo – e esses valores podem ajudá-los a definir as metas para o ano. Por exemplo: ‘Quero ser mais grata por tudo’ – é geral, não é possível mensurar e não é baseada no tempo. Então você pode considerar ‘gratidão’ como um valor e tudo em sua vida vai girar em torno disso.

  • E finalmente, seja gentil com você mesmo ao pensar em suas metas. Lembre que o objetivo é o crescimento, não o alcance das mesmas. Comemore o sucesso mesmo quando não conseguir alcançar todas elas.

Podemos estabelecer metas em família, em comunidade ou só para nós mesmos. Meu marido e eu decidimos fazer isso esse ano e estamos animados para sermos consistentes e cumprir nossa lista – me pergunte em dezembro se isso realmente aconteceu… veremos. Não existe nada de errado com definir metas, mas deixemos o Senhor nos guiar. Esse é o segredo para um ano de sucesso.

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” – Salmos 127:1

“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.”- Provérbios 16:1

Eu escrevi isso para mim mesma, mas espero que te sirva bem também 🙂